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Praça do Tambor

"Lembro que o percurso se deu no momento que eu tava adentrando nas discussões de relações raciais, começando a entender o que meu corpo branco representava. Lembro muito disso, porque foi um momento em que a minha racialização e a racialização de todos/as se colocou muito como um fato, de realmente entender o percurso dos Territórios Negros seria o começo de um longo processo de entender o racismo estrutural, a minha racialização, a branquitude" (Relato - pessoa autodeclarada branca)

Bará do mercado

Se você tivesse que guardar algo do Percurso para outras gerações, o que ou qual momento guardaria? "Acho que a visita ao Mercado Público, por todos os significados culturais, históricos e sociais para a luta antirracista e pela positivação da identidade negra." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada branca)

Igreja das Dores

"Provavelmente por ter sido a primeira vez que a visitei, me lembro bastante das emoções que me tomaram quando subimos a escadaria da Igreja Nossa Senhora das Dores." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada branca)

Igreja das Dores

"Nunca mais passei pela Igreja Nossa Senhora das Dores da mesma forma. Além de, principalmente naquela época, começar a entender e ressignificar os lugares e territórios de Porto Alegre, entendo articulado ao racismo estrutural, mas também ao lugar de potência das pessoas negras afrodiaspóricas e, nesse sentido, entender de uma outra forma a construção do Brasil." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada branca)

Pegada Africana

"A foto foi tirada no ano de 2016 com uma turma de estudantes da oriundo do Ensino de Jovens e adultos da escola Monteiro Lobato no bairro Centro de Porto Alegre (praticamente ao lado do monumento) o mais curioso desse momento é que nenhum dos estudantes havia reparado na Pegada." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada preta)

Bará do Mercado

"A alegria dos alunos afro-umbandistas enquanto ouviam a história do Bará do Mercado Público e o fascínio de todos ao descobrirem como era a Porto Alegre durante a escravidão na região da Praça da Alfândega e da Igreja das Dores."(Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada parda)

"Participar do territórios ressignificou minha relação com o espaço. Sempre que passo nos lugares que passamos naquele dia é como se pudesse me transportar pra algum lugar do passado que eu não conhecia. A presença negra na cidade é invisibilizada, poucos veem os lugares que o projeto visita como lugares negros. E é imprescindível que as pessoas saibam e reconheçam essas marcas." (Trecho da entrevista Manuela Perondi Pavoni - autodeclarada branca)

Pegada Africana

"Gostaria de demarcar/indicar e orientar de forma muito evidente a Pegada africana na rua dos Andradas." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada preta)

Quilombo Areal Baronesa (2012)

"lembro bem de todo no trajeto, mas a conversa no quilombo do areal era marcante pois envolvia contato humano, assim como a travessia do mercado." (Relato recebido pelo formulário - pessoa autodeclarada branca)

Mediador - Maurício da Silva Dorneles (foto 2012)

"Os territórios tem várias dimensões, ele é um espaço de memória, espaço de patrimônio, espaço educativo como um todo. Mas que educa não só aquele público usuário, educava muito a mim mesmo, enquanto mediador, agente que estava construindo os conhecimentos daqueles espaços, aquelas histórias ali, são várias dimensões e de uma ludicidade muito grande, muito forte, que impactava. Determinados momentos ela era intensa, em outros não, dependendo do grupo que estava ali também" (Entrevista Maurício)

Mediadora - Fátima R. da Silva André

"Fiz o concurso para a Carris em 2008, e segui na função de cobradora do ônibus ao mesmo tempo que cursava a faculdade de História. Momento mais feliz foi assumir a tarefa de mediação do Projeto Territórios Negros." (Entrevista Fátima) Fátima construiu uma ligação com os territórios. A história da sua vida se cruza diversas vezes com as experiências do territórios! Ela contribuiu de muitas formas para o Territórios. Mediou milhares de visitações do projeto Territórios Negros de Porto Alegre.

Bará do Mercado (2012)

Bará antes da construção da obra de arte (2012)

*Imagens recebidas pelo formulário ou por entrevistados com autorização de sua divulgação neste espaço

© 2019 - 2021 pesquisa acadêmica para Prof-História UFRGS. Guilherme Lauterbach Palermo

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